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	<title>Filosofante &#187; Samuel Beckett</title>
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		<title>Beckett</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 03:35:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;Pois é! Na falta temporária da nossa amiga Sueli, coube a mim a tarefa de relatar um pouco sobre a conferência &#8220;Beckett e a desintegração da linguagem&#8221; apresentada pelo Prof. Dr. Lauro Baldini nesse terceiro dia da III Jornada de Filosofia da Faculdade Católica de Pouso Alegre.
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;Difícil falar sobre alguém que, categoricamente, afirma não ter <a href="http://www.filosofante.com.br/?p=257" class="more-link">Mais &#62;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Pois é! Na falta temporária da nossa amiga Sueli, coube a mim a tarefa de relatar um pouco sobre a conferência <span style="color:#006600;"><b>&#8220;Beckett e a desintegração da linguagem&#8221;</b></span> apresentada pelo <span style="color:#006600;"><b>Prof. Dr. Lauro Baldini</b></span> nesse terceiro dia da III Jornada de Filosofia da Faculdade Católica de Pouso Alegre.<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Difícil falar sobre alguém que, categoricamente, afirma não ter nada a dizer. Assim se declara <span style="color:#006600;"><b>Samuel Beckett.</b></span><br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Mas, como este homem extremamente versátil, que produziu romances, peças, programas de rádio, contos, novelas e até um filme, pode ser associado à desintegração da linguagem? Apesar de não acreditar na palavra, escreveu incessantemente e, com a sua literatura da <i>&#8220;des-palavra&#8221;</i>, ganhou o prêmio Nobel de Literatura em 1969. Acha paradoxal?</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Pois então leia a trilogia romanesca de Beckett: <em>&#8220;Molloy&#8221;, &#8220;Malone Morre&#8221; e &#8220;O Inominável&#8221;</em>. Ele garante serem correlatas entre si. Talvez o que as une (e isso são considerações minhas) seja a ordem decrescente das mesmas em relação aos elementos. Na primeira, dois personagens. Na segunda, apenas um. Na terceira, o inominável. Não existem tramas, cenários, enredos, heróis&#8230; nada. Essa é a palavra: <span style="color:#006600;"><b>NADA!</b></span> Beckett gira ao redor do nada de forma tão magistral que, não raro, nós, leitores, nos vemos no centro de suas obras.<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Mais uma vez paradoxal? Claro! O quê você espera de um homem que diz:</p>
<p><span style="color:#006600;">&#8220;Não tenho nada a dizer, mas somente eu sei como dizer isto.&#8221;</span></p>
<p>Palavras de Beckett&#8230;</p>
<p>Escrito por: <span style="color:#006600;"><b>Ana Flavia</b></span> &#8211; 2º Período de Filosofia</p>
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		<title>Beckett&#8230; Trechos</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 02:21:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bill</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Inominável
&#8220;Procurei por todo lado. E todas essas perguntas faço a mim mesmo. Não é por curiosidade. Não Posso calar-me. Não, nem tudo é claro. Mas o discurso tem de ser feito.&#8221;
&#8220;É o fim que é o pior, não, é o começo que é o pior, depois é o meio, mas depois é o fim <a href="http://www.filosofante.com.br/?p=250" class="more-link">Mais &#62;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#006600;"><b>O Inominável</b></span></p>
<p>&#8220;Procurei por todo lado. E todas essas perguntas faço a mim mesmo. Não é por curiosidade. Não Posso calar-me. Não, nem tudo é claro. Mas o discurso tem de ser feito.&#8221;</p>
<p>&#8220;É o fim que é o pior, não, é o começo que é o pior, depois é o meio, mas depois é o fim que é o pior, essa voz que é cada instante, que é o pior&#8230; é preciso continuar ainda um pouco, é preciso continua ainda muito tempo, é preciso continuar ainda sempre&#8230;&#8221;</p>
<p>&#8220;Eu sou em palavras, eu sou feito de palavras, palavras dos outros. Eu sou todas estas palavras, todos estes estrangeiros, esta poeira de verbo. E preciso dizer palavras enquanto elas estão aí (&#8230;) é preciso tentar logo, com as palavras que restam.&#8221;</p>
<p>&#8220;não posso continuar, vou continuar&#8221;<br />
&#8220;Je ne peux pas continuer, je vais continuer&#8221;<br />
&#8220;I can´t go on, I&#8217;ll go on&#8221;<br />
<span id="more-250"></span><br />
<span style="color:#006600;"><b>Molloy</b></span></p>
<p>&#8220;E ainda escutava esse sopro ao longe, há muito tempo calado e que ouço afinal, que aprenderia outras coisas ainda, sobre esse assunto. Mas não o escutarei mais, por enquanto, pois não gosto dele, desse sopro ao longe, e até o temo. Mas é um som que não é como os outros, que você escuta, quando bem quer, e que muitas vezes pode fazer calar, se afastando ou tapando as orelhas, mas é um som que se põe a farfalhar na sua cabeça, não se sabe como, nem por quê. É com a cabeça que você o ouve, as orelhas não têm nada com isso, e não se pode detê-lo, mas ele se detém sozinho, quando quer. Logo, escutá-lo ou não, isto não tem importância, eu o ouvirei sempre, a trovoada não vai poder me libertar, até que ele cesse. Mas nada me obriga a falar dele, na hora em que não é o caso para mim. E não é o caso para mim, agora. Não, o meu caso agora é acabar com essa história de lua que ficou inacabada, eu mesmo sei disso. E se vou acabar com ela menos bem do que se estivesse em todo meu juízo, acabarei assim mesmo, o melhor que puder, pelo menos acredito que sim.&#8221;</p>
<p><span style="color:#006600;"><b>Malone morre</b></span></p>
<p>&#8220;Mas tudo que encontrei foi a cabeça.&#8221;</p>
<p><span style="color:#006600;"><b>Esperando Godot</b></span></p>
<p>&#8220;Descobrimos sempre qualquer coisa que nos dá a impressão de que existimos. Não é mesmo, Didi?&#8221;</p>
<p><span style="color:#006600;"><b>Samuel Beckett</b></span></p>
<p>&#8220;Ao fim de minha obra não há nada a não ser o pó &#8211; o nomeável. No último livro &#8211; o Inominável &#8211; há uma desintegração completa.<br />
Nada de &#8216;eu&#8217;, nada de &#8216;ter&#8217;, nada de &#8217;ser&#8217;. Nada de nominativo, nada de acusativo, nada de verbo. Não há meio de ir adiante.&#8221;</p>
<p><span style="color:#006600;"><b>{Samuel Beckett}</b></span></p>
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		<title>Prof. Dr. Lauro Baldini</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 01:26:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bill</dc:creator>
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Prof. Dr. Lauro Baldini possui graduação em Letras, fez Mestrado e Doutorado em Lingüística na UNICAMP, sob a orientação da Profa. Dra. Eni Orlandi. Sua área de atuação é a Análise de Discurso, com ênfase na articulação entre esta disciplina e os campos do marxismo e da psicanálise. É membro da Associação Brasileira de Lingüística <a href="http://www.filosofante.com.br/?p=247" class="more-link">Mais &#62;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><a href="http://www.flickr.com/photos/filosofante/2905486945/" title="III Jornada de Filosofia por Filosofante, no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3126/2905486945_1952db6dfd.jpg" width="416" height="500" alt="III Jornada de Filosofia" /></a></center></p>
<p><span style="color:#006600;"><b>Prof. Dr. Lauro Baldini</b></span> possui graduação em Letras, fez Mestrado e Doutorado em Lingüística na UNICAMP, sob a orientação da Profa. Dra. Eni Orlandi. Sua área de atuação é a Análise de Discurso, com ênfase na articulação entre esta disciplina e os campos do marxismo e da psicanálise. É membro da Associação Brasileira de Lingüística (ABRALIN) e do Grupo de Estudos Lingüísticos de São Paulo (GEL). Atualmente, coordena o projeto de pesquisa Discurso e subjetividade: o dizer do mal-estar (UNIVÁS) e participa como pesquisador de dois projetos: História das Idéias Lingüísticas (UNICAMP) e Discurso, Memória e Processos Identitários (UNIVÁS). É professor-colaborador do curso de Mestrado em Lingüística da UNIVÁS, diretor-executivo do Instituto 14 Bis de Educação e Cultura e membro do Comitê de Redação da revista Línguas e Instrumentos Lingüísticos , da Editora Pontes. Para mais informações, <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4707036J3" title="Confira!!!" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
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		<title>Um lugar.</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 13:51:22 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Onde nenhum. Um tempo para tentar ver. Tentar dizer. Quão pequeno. Quão vasto. Se não ilimitado com que limites. Donde o obscuro. Agora não. Agora que se sabe mais. Agora que não se sabe mais. Sabe-se somente que saída não há. Sem se saber porque se sabe somente que saída não há. Somente entrada. E <a href="http://www.filosofante.com.br/?p=235" class="more-link">Mais &#62;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Onde nenhum. Um tempo para tentar ver. Tentar dizer. Quão pequeno. Quão vasto. Se não ilimitado com que limites. Donde o obscuro. Agora não. Agora que se sabe mais. Agora que não se sabe mais. Sabe-se somente que saída não há. Sem se saber porque se sabe somente que saída não há. Somente entrada. E daí um outro. Um outro lugar onde nenhum. Donde outrora dali regresso nenhum. Não. Lugar nenhum a não ser só um. Nenhum lugar a não ser só um onde lugar nenhum. Donde nunca outrora uma entrada. Dalgum modo uma entrada. Sem um só além. Dali donde não há ali. Por lá onde por lá não há. Ali sem de lá nem dali nem sequer por onde.</p>
<p><span style="color:#006600;"><b>{Samuel Beckett}</b> &#8211; &#8220;Pioravante Marche&#8221;</span></p>
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