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	<title>Filosofante &#187; Machado de Assis</title>
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		<title>A Filosofia na obra de Machado de Assis</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Oct 2008 02:29:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bill</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Giovanni Marques Santos]]></category>
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“Uma vez aliviado, respirei à larga, e deitei-me a fio comprido, enquanto os pés, e todo eu atrás deles, entrávamos numa relativa bem-aventurança. Então considerei que as botas apertadas são uma das maiores venturas da terra, porque, fazendo doer os pés, dão azo ao prazer de as descalçar. Mortifica os pés, desgraçado, desmortifica-os depois, e <a href="http://www.filosofante.com.br/?p=367" class="more-link">Mais &#62;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><img src='http://www.filosofante.com.br/v1/wp-content/img/machado.jpg' /></center><br />
“Uma vez aliviado, respirei à larga, e deitei-me a fio comprido, enquanto os pés, e todo eu atrás deles, entrávamos numa relativa bem-aventurança. Então considerei que as botas apertadas são uma das maiores venturas da terra, porque, fazendo doer os pés, dão azo ao prazer de as descalçar. Mortifica os pés, desgraçado, desmortifica-os depois, e aí tens a felicidade barata, ao sabor dos sapateiros e de Epicuro. Enquanto esta idéia me trabalhava no faoso trapézio, lançava eu os olhos para a Tijuca, e via a aleijadinha perder-se no horizonte do pretérito, e sentia que o meu coração não tardaria também a descalçar as suas botas. E descalçou-as o lascivo. Quatro ou cinco dias depois, saboreava esse rápido, inefável e incoercível momento de gozo, que sucede a uma dor pungente, a uma preocupação, a um incômodo… Daqui inferi eu que a vida é o mais engenhoso dos fenômenos, porque só aguça a fome, com o fim de deparar a ocasião de comer, e não inventou os calos, senão porque eles aperfeiçoam a felicidade terrestre. Em verdade vos digo que toda a sabedoria humana não vale um par de botas curtas.” </p>
<p><span style="color:#006600;">[<strong>Machado de Assis</strong>] &#8211; Memórias Póstumas de Brás Cubas</span><br />
<center><img src='http://www.filosofante.com.br/v1/wp-content/img/linha.gif' /></center><br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;E hoje, cá estamos para agradecer o presente que o 2º Período de Filosofia ganhou do professor <span style="color:#006600;"><strong>Giovanni Marques Santos</strong></span>, sim um presente, não consegui encontrar outra palavra para a palestra sobre o magnífico <strong>Machado de Assis</strong> e a filosofia envolvida em suas palavras.<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Assim, deixo aqui o agradecimento de coração, de todos os alunos do 2º Período de Filosofia, agradecendo a presteza e a generosidade desse grande professor.</p>
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		<title>A Filosofia na obra de Machado de Assis</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 03:40:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Facapa]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Flavia]]></category>
		<category><![CDATA[Curso Breve]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[III Jornada de Filosofia]]></category>
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		<description><![CDATA[&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;Inicialmente, o Professor Giovanni Marques Santos, falou sobre a vida de Machado de Assis e fatos importantes de sua história pessoal que possivelmente marcaram sua obra, como no caso do tema &#8220;a ascensão do mestiço&#8221;, visto sua condição de mulato, neto de escravos alforriados; e as outras enfrentadas por Machado no início de sua carreira <a href="http://www.filosofante.com.br/?p=224" class="more-link">Mais &#62;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Inicialmente, o Professor <b>Giovanni Marques Santos</b>, falou sobre a vida de Machado de Assis e fatos importantes de sua história pessoal que possivelmente marcaram sua obra, como no caso do tema &#8220;a ascensão do mestiço&#8221;, visto sua condição de mulato, neto de escravos alforriados; e as outras enfrentadas por Machado no início de sua carreira literária. Além de muitas dificuldades de ordem social e financeira, como se sabe, Machado era míope (e quase vesgo), gago, epilético, diabético (doença que lhe causou uma cegueira temporária). Apesar de tantas barreiras, Machado percorreu o inimaginável trajeto do menino órfão vendedor de doces à Primeiro Presidente da Academia Brasileira de Letras.  De fato, talvez graças à essas &#8220;barreiras&#8221;, é que Machado tempera com boa dose de sarcasmo suas obras.<br />
<span id="more-224"></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Pulando a fase romântica, ou romancista, visto que essa não interessa muito à filosofia por seu caráter básico de entretenimento para as jovens senhoritas da época, ou seja, &#8220;leitura-água-com-açucar-para-mocinhas-casadoiras&#8221;, aprofundamos o estudo das obras de sua fase realista iniciada com &#8220;Memórias póstumas de Braz Cubas&#8221;, e seguindo em &#8220;Quincas Borba&#8221;, &#8220;Dom Casmurro&#8221;, &#8220;Esaú e Jacó&#8221; e &#8220;Memorial de Aires&#8221;.<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Sim! Ao contrário do que acreditam os desavisados, Dom Casmurro não é um romance. Como todas as outras obras do período realista de Machado de Assis, Dom Casmurro tem por objetivo central mostrar ao homem sua própria mediocridade. Aliás, um ponto marcante em sua obra é essa visão pessimista em relação ao homem . Especialmente nesta obra, Machado ainda dirige uma certa crítica à obra &#8220;O Primo Basílio&#8221;, de Eça de Queiroz, onde o autor acredita poder descrever a realidade de forma fidedigna. Frente a isso, Machado nos mostra, em &#8220;Dom Casmurro&#8221;, a realidade sob o ponto de vista de um marido ciumento, atormentado em seus devaneios. Tendo somente essa visão de mundo, ele procura colocar o leitor sobre a questão: o que Bentinho percebe e relata é real?<br />
Já em <strong>&#8220;Memórias Póstumas de Braz Cubas&#8221;</strong>, fartamente citada durante o curso, Machado revela a atitude essencialmente filosófica do distanciamento reflexivo, onde o narrador e personagem são um mesmo defunto que, por conta desta sua condição, se mostra sem comprometimento algum com críticas e juízos posteriores.<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Embora demonstrando por diversos momentos certa atitude filosófica e, por vezes, a influência de filósofos como Montaigne, Pascal e Schopenhauer, Machado não se enquadra em nenhuma corrente filosófica específica, chegando mesmo a ridicularizar certos aspectos filosóficos com os quais discorda. Declara, inclusive, não fazer parte de nenhuma delas, principalmente ao ceticismo, ao qual ainda é frequentemente associado.<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Sob essas considerações se deu por encerrado o breve curso sobre a filosofia na obra deste gênio da literatura brasileira, deixando em todos os presentes aquela sensação &#8220;filosófica&#8221; (por que não?) de sede por mais cursos como este.</p>
<p>Escrito por: <span style="color:#006600;"><b>Ana Flavia</b></span> &#8211; 2º Período de Filosofia</p>
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		<title>Machado de Assis</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Sep 2008 00:07:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bill</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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		<description><![CDATA[[De Memórias Póstumas de Brás Cubas]
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;Talvez espante ao leitor a franqueza com que lhe exponho e realço a minha mediocridade; advirta que a franqueza é a primeira virtude de um defunto.
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;Na vida, o olhar da opinião, o contraste dos interesses, a luta das cobiças obrigam a gente a calar os trapos velhos, a disfarçar os <a href="http://www.filosofante.com.br/?p=198" class="more-link">Mais &#62;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><b>[De Memórias Póstumas de Brás Cubas]</b></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Talvez espante ao leitor a franqueza com que lhe exponho e realço a minha mediocridade; advirta que a franqueza é a primeira virtude de um defunto.<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Na vida, o olhar da opinião, o contraste dos interesses, a luta das cobiças obrigam a gente a calar os trapos velhos, a disfarçar os rasgões e os remendos, a não estender ao mundo as revelações que faz à consciência; e o melhor da obrigação é quando, a força de embaçar os outros, embaça-se um homem a si mesmo, porque em tal caso poupa-se o vexame, que é uma sensação penosa e a hipocrisia, que é um vício hediondo.<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Mas, na morte, que diferença! que desabafo! que liberdade!<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Como a gente pode sacudir fora a capa,deitar ao fosso as lentejoulas, despregar-se, despintar-se, desafeitar-se, confessar lisamente o que foi e o que deixou de ser!<br />
Porque, em suma, já não há vizinhos, nem amigos, nem inimigos, nem conhecidos, nem estranhos; não há platéia.<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O olhar da opinião, esse olhar agudo e judicial, perde a virtude, logo que pisamos o território da morte; não digo que ele se não estenda para cá, e nos não examine e julgue; mas a nós é que não se nos dá do exame nem do julgamento.<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Senhores vivos, não há nada tão incomensurável como o desdém dos finados.</p>
<p><span style="color:#006600;"><b>{Machado de Assis}</b> &#8211; 1839- 1908</span></p>
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