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	<title>Filosofante &#187; Ingeborg Bachmann</title>
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		<title>Uma espécie de perda</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 18:49:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bill</dc:creator>
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		<category><![CDATA[III Jornada de Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Ingeborg Bachmann]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma espécie de perda
Usámos a dois: estações do ano, livros e uma música.
As chaves, as taças de chá, o cesto do pão, lençóis de linho e uma cama.
Um enxoval de palavras, de gestos, trazidos, utilizados, gastos.
Cumprimos o regulamento de um prédio. Dissémos. Fizémos. E estendemos sempre a mão.
Apaixonei-me por Invernos, por um septeto vienense e <a href="http://www.filosofante.com.br/?p=268" class="more-link">Mais &#62;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma espécie de perda</p>
<p>Usámos a dois: estações do ano, livros e uma música.<br />
As chaves, as taças de chá, o cesto do pão, lençóis de linho e uma cama.<br />
Um enxoval de palavras, de gestos, trazidos, utilizados, gastos.<br />
Cumprimos o regulamento de um prédio. Dissémos. Fizémos. E estendemos sempre a mão.</p>
<p>Apaixonei-me por Invernos, por um septeto vienense e por Verões.<br />
Por mapas, por um ninho de montanha, uma praia e uma cama.<br />
Ritualizei datas, declarei promessas irrevogáveis,<br />
idolatrei o indefinido e senti devoção perante um nada,</p>
<p>(- o jornal dobrado, a cinza fria, o papel com um apontamento)<br />
sem temores religiosos, pois a igreja era esta cama.</p>
<p>De olhar o mar nasceu a minha pintura inesgotável.<br />
Da varanda podia saudar os povos, meus vizinhos.<br />
Ao fogo da lareira, em segurança, o meu cabelo tinha a sua cor mais intensa.<br />
A campainha da porta era o alarme da minha alegria.</p>
<p>Não te perdi a ti,<br />
perdi o mundo.</p>
<p><span style="color:#006600;"><b>{Ingeborg Bachmann}, &#8220;O tempo aprazado&#8221;</b></span></p>
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