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	<title>Filosofante &#187; Descartes</title>
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		<title>Descartes: Prova da Existência de Deus</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 18:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bill</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Descartes]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>

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		<description><![CDATA[1ª Prova a priori pela simples consideração da ideia de ser perfeito
&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#8221;Dado que, no nosso conceito de Deus, está contida a existência, é correctamente que se conclui que Deus existe.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#009900"><strong>1ª Prova a priori pela simples consideração da ideia de ser perfeito</strong></span></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&#8221;Dado que, no nosso conceito de Deus, está contida a existência, é correctamente que se conclui que Deus existe.<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Considerando, portanto, entre as diversas ideias que uma é a do ente sumamente inteligente, sumamente potente e sumamente perfeito, a qual é, de longe, a principal de todas, reconhecemos nela a existência, não apenas como possível e contingente, como acontece nas ideias de todas as outras coisas que percepcionamos distintamente, mas como totalmente necessária e eterna. E, da mesma forma que, por exemplo, percebemos que na ideia de triângulo está necessariamente contido que os seus três ângulos iguais são iguais a dois ângulos rectos, assim, pela simples percepção de que a existência necessária e eterna está contida na ideia do ser sumamente perfeito, devemos concluir sem ambiguidade que o ente sumamente perfeito existe.&#8221;</p>
<p><span style="color:#009900"><strong>{ Descartes, Princípios da Filosofia, I Parte, p. 61-62. }</strong></span><br />
<center><img src='http://www.filosofante.com.br/v1/wp-content/img/linha.gif' /></center><br />
<span style="color:#009900"><strong>2ª Prova a posteriori pela causalidade das ideias</strong></span></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&#8221;Assim, dado que temos em nós a ideia de Deus ou do ser supremo, com razão podemos examinar a causa por que a temos; e encontraremos nela tanta imensidade que por isso nos certificamos absolutamente de que ela só pode ter sido posta em nós por um ser em que exista efetivamente a plenitude de todas as perfeições, ou seja, por um Deus realmente existente. Com efeito, pela luz natural é evidente não só que do nada nada se faz, mas também que não se produz o que é mais perfeito pelo que é menos perfeito, como causa eficiente e total; e, ainda, que não pode haver em nós a ideia ou imagem de alguma coisa da qual não exista algures, seja em nós, seja fora de nós, algum arquétipo que contenha a coisa e todas as suas perfeições. E porque de modo nenhum encontramos em nós aquelas supremas perfeições cuja ideia possuímos, disso concluímos correctamente que elas existem, ou certamente existiram alguma vez, em algum ser diferente de nós, a saber, em Deus; do que se segue com total evidência que elas ainda existem.&#8221;</p>
<p><span style="color:#009900"><strong>{ Descartes, Princípios da Filosofia, I Parte, p. 64 }.</strong></span><br />
<center><img src='http://www.filosofante.com.br/v1/wp-content/img/linha.gif' /></center><br />
<span style="color:#009900"><strong>3ª Prova a posteriori baseada na contingência do espírito</strong></span></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&#8221;Se tivesse poder para me conservar a mim mesmo, tanto mais poder teria para me dar as perfeições que me faltam; pois elas são apenas atributos da substância, e eu sou substância. Mas não tenho poder para dar a mim mesmo estas perfeições; se o tivesse, já as possuiria. Por conseguinte, não tenho poder para me conservar a mim mesmo.<br />
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Assim, não posso existir, a não ser que seja conservado enquanto existo, seja por mim próprio, se tivesse poder para tal, seja por outro que o possui. Ora, eu existo, e contudo não possuo poder para me conservar a mim próprio, como já foi provado. Logo, sou conservado por outro.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Além disso, aquele pelo qual sou conservado possui formal e eminentemente tudo aquilo que em mim existe. Mas em mim existe a percepção de muitas perfeições que me faltam, ao mesmo tempo que tenho a percepção da ideia de Deus. Logo, também nele, que me conserva, existe percepção das mesmas perfeições.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Assim, ele próprio não pode ter percepção de algumas perfeições que lhe faltem, ou que não possua formal ou eminentemente. Como, porém, tem o poder para me conservar, como foi dito, muito mais poder terá para as dar a si mesmo, se lhe faltassem. Tem pois a percepção de todas aquelas que me faltam e que concebo poderem só existir em Deus, como foi provado. Portanto, possui-as formal e eminentemente, e assim é Deus.&#8221;</p>
<p><span style="color:#009900"><strong>{ Descartes, Oeuvres, VII, pp. 166-169. }</strong></span></p>
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		<title>O Cogito em Agostinho</title>
		<link>http://www.filosofante.com.br/?p=155</link>
		<comments>http://www.filosofante.com.br/?p=155#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 21:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bill</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Agostinho]]></category>
		<category><![CDATA[Cogito]]></category>
		<category><![CDATA[Descartes]]></category>
		<category><![CDATA[Santo Agostinho]]></category>
		<category><![CDATA[si fallor sum]]></category>

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		<description><![CDATA[Santo Agostinho acreditou ter superado os acadêmicos, levando o ceticismo destes à última conseqüência, ao dizer &#8220;se duvido, no ato de duvidar tenho consciência de mim mesmo como o que duvida. Se me engano, sou, pois o que não é não se engana.&#8221; Com a formulação si fallor sum, Agostinho antecipa Descartes em séculos.

&#8220;Razão: Tu <a href="http://www.filosofante.com.br/?p=155" class="more-link">Mais &#62;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><b>Santo Agostinho</b> acreditou ter superado os acadêmicos, levando o ceticismo destes à última conseqüência, ao dizer <em><strong>&#8220;se duvido, no ato de duvidar tenho consciência de mim mesmo como o que duvida. Se me engano, sou, pois o que não é não se engana.&#8221;</strong></em> Com a formulação <b>si fallor sum</b>, Agostinho antecipa Descartes em séculos.<br />
<center><img src='http://www.filosofante.com.br/v1/wp-content/img/linha.gif' /></center></p>
<p>&#8220;<b>Razão:</b> Tu que queres conhecer-te a ti mesmo, sabes que existe?</p>
<p><b>Agostinho:</b> Sei.</p>
<p><b>Razão:</b> De onde sabes?</p>
<p><b>Agostinho:</b> Não sei.</p>
<p><b>Razão:</b> Sabes que te moves?</p>
<p><b>Agostinho</b>: Não sei.</p>
<p><b>Razão:</b> Sabes que te pensas?</p>
<p><b>Agostinho:</b> Sim</p>
<p><b>Razão:</b> Portanto, é verdade que pensas?</p>
<p><b>Agostinho:</b> Sim.</p>
<p><b>Razão:</b> Tu queres existir; viver e entender, mas existir para viver e viver para entender. Portanto, sabes que existes, sabes que vives, sabes que entendes.&#8221;</p>
<p><span style="color:#006600;"><b>{Agostinho. Solilóquios. II, 1, 1.}</b></span><br />
<center><img src='http://www.filosofante.com.br/v1/wp-content/img/linha.gif' /></center></p>
<p>Quem, porém, pode duvidar que a alma vive, recorda, entende, quer, pensa, sabe e julga? Pois, mesmo se duvida, vive; se duvida lembra-se do motivo de sua dúvida; se duvida, entende que duvida; se duvida, quer estar certo; se duvida, pensa; se duvida, sabe que não sabe; se duvida, julga que não deve consentir temerariamente. Ainda que duvide de outras coisas não deve duvidar que duvida. Visto que se não existisse, seria impossível duvidar de alguma coisa.</p>
<p><span style="color:#006600;"><b>{Agostinho. A Trindade. X, 10, 14.}</b></span><br />
<center><img src='http://www.filosofante.com.br/v1/wp-content/img/linha.gif' /></center></p>
<p>Pois, se me engano, existo. Quem não existe não pode enganar-se; por isso, se me engano, existo. Logo, quando é certo que existo, se me engano? Embora me engane, sou eu que me engano e, portanto, no que conheço que existo, não me engano. Segue-se também que, no que conheço que me conheço, não me engano.<br />
Como conheço que existo, assim conheço que conheço.</p>
<p><span style="color:#006600;"><b>{A Cidade de Deus. XI, XXVI.}</b></span></p>
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